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A grande maioria dos síndicos são pessoas acima de 45 anos. Nós  vivenciamos uma evulução tecnológica mais lenta. A estes, os denominamos, modernamente, de "analógicos". 

 

Atualmente, síndicos mais jovens,  estão sendo instados a se aproximarem do computadordes desde a mais tenra idade. Ousaríamos afirmar que esta população pode ser classificada como sendo de seres "digitais". 

 

A grande questão é: cursos on line para síndicos poderá ser solução ou panacéia que jamais decolará?

 

Tags: cursos

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Respostas a este tópico

Embora eu seja da região fronteiriça dessas classificações, me considero da ala dos "analógicos". Na minha opinião os cursos on line são boas opções que estão a disposição da sociedade "informatizada", que ainda estão em ampla expansão mas não serão solução para a falta de "tempo" ou para a "distância" que a vida moderna nos condiciona. Receio que os cursos on line continuarão a despertar mais interesse nos adultos do que nos citados "seres digitais" pois esses na sua esmagadora maioria buscam apenas entretenimento nesta rede mundial. Alguma coisa me diz que em pouco tempo, no máximo na próxima geração, a evolução da tecnologia entrará num processo de desaceleração e iniciaremos uma nova fase, a da evolução intelectual que ao meu ver está regredindo, esta sim deverá ser a "solução" para que não nos tranformemos em verdadeiros escravos de nossos próprios inventos.
Inobstante eu lidar com tecnologia há muito tempo, também faço parte do mundo analógico Wagner. Esta tua colocação é no mínimo instigante. Conforme Pierre Levy, o ciberespaço que conhecemos hoje será diferente daquele a quem seremos os ancestrais deles no futuro. Mas, é bem verdade que o ser humano resiste a tecnologia. Veja, a Escola de Síndicos entreou com um projeto de lei, através de m dep. federal, postulando assembleías condominiais virtuais, para o caso de o proprietário não puder comparecer ao local da reunião, e assim tratar assunto de seu grande interesse, e para o qual não tenha um representante confiável para lhe ceder uma procuração. A videoconferência é uma realidade há mais de 10 ano. E ainda não há lei que facilite a presença, ainda que virtual, nas assembléias de condomínios.

Eu concordo com você que os adultos acima de 35 têm maior interesse por cursos on line.

Segundo a Abead, são 2.648.031 de alunos matriculados em EAD no país, nos 1.752 cursos oferecidos.
No Brasil, 53,4% são do sexo feminino e tem idade entre 30 e 34 anos. Este dado vem corroborar a tua intuição.
Caro amigo Vanderlei !

Esse ideia de assembleia virtual ao meu ver seria muito bem aceita pela sociedade condominial pois seria uma forma de participação do condômino, mesmo que á distância, muito mais clara e objetiva e permitindo a ele expressar suas opiniões e vontades com maior consciência do que pela forma de mandato que além de superficial parece em muitas vezes, suspeita.
O avanço tecnológico é inevitável mas quando sua aplicação de fato, é benéfica não devemos criar resistência.
O Sr. deve se lembrar dos casos em que se tentou adotar a videoconferência para colher depoimentos de acusados que se encontravam em localidades distantes. Uma iniciativa inteligente e econômica que lamentavelmente foi abominada pelo próprio Poder Judiciário.
Aqui na minha cidade, Jundiaí-SP, ocorreu um caso que eu particularmente considerei inapropriado mas teve um vereador que fez um projeto de lei para implantar o "velório virtual" para que os parentes distantes pudessem acompanhar o funeral.
Acredito que em breve a legislação brasileira deverá se moldar a era da informática, como já vem fazendo em relação aos "crimes virtuais" e acabará contemplando essas possibilidades de uso da tecnologia nas mais variadas aplicações, inclusive esse pretendido pela Escola de Sindicos.

Um grande abraço e sucesso!

Wagner

Oi Wagner,

Seu post é muito apropriado e pertinente.Ele menciona a nova realidade do "tudo" virtual. Você não citou mas, até sexo virtual já é motivo de interpelação judiciária.

São outros tempos meu amigo, outros tempos.

Abraço 

Veja: http://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?...

Segundo a teoria andragógica (modelo de educação para adultos), conteúdos informativos de cursos on line podem ser centrados no professor, isto é, aluno pergunta - professor responde. Mas, quando se trata de mudança de paradigmas cognitivos, o desafio é bem maior para alguns adultos. E, se os mesmos não são resilientes ocorre o que chamamos de "evasão escolar".

Por exemplo:

1. "Precisamos modificar a convenção do nosso condomínio que possui 100 unidades autônomas. Pergunto: qual a quantidade mínima de condôminos que precisamos nessa assembléia, poder efetivar as mudanças desejadas?" Esta é uma questão puramente centrada no professor, a qual não merece qualquer interatividade para alguém opinar. Pois é uma resposta só.

2. "Que etapas eu devo seguir para para ser mais eficaz ao planejar o que eu pretendo na minha gestão?" Bem, esta questão merece muitas respostas.

Para sermos mais eficaz nisso ou naquilo, envolve cognições. Isto é, cada adulto tem sua experiência. E sobretudo existem vários modelos de palnejamento que funcionam. Basta que cada um deles os conheça e chegue a conclusão do que é melhor para si. Para este tipo de conteúdo um curso on line não pode ser tão linear: "aluno pergunta-professor responde".

Logo, o desafio poderá ser grande. Mas, será que a "evasão" se justifica?
Para se fazer um curso on-line é preciso ter em primeiro lugar interesse e disciplina.Não acredito que um jovem achará interessante fazer o seu curso on line principalmente porque os interesses nesta fase da vida nem sempre está no aprendizado escolar.Acredito que talvez , alguns temas possam ser discutido ou até estudados on line mas um curso integral para um jovem acho pouco provável.
Agora um curso profissionalizante, ou uma pós graduação acho perfeitamente viável porque o interesse será muito maior.
Quando falamos em jovens "digitais", consideramos as pessoas de hoje, com até 5 anos de idade. Esses serão os futuros consumidores expontâneos de cursos on line.
Hoje, quem os consome são pessoas empreendedoras,isto é, que autonomamente procuram o conhecimento, esteja ele, onde ele estiver. Os demas ainda não romperam o paradigma do "professor fala - aluno escuta". Esta é um estatus mais confortável. E poucos querem sair da sua zona de conforto. Qualquer coisa foi professor quem não "ensinou direito". Ensino on line é desafio, porque é um ato de romper com a mesmiçe.
Caro Vanderlei, aqui Homero Cerizza, teclando de Manaus-AM. Concordo em tese com você. Tenho 63 anos, trabalhei durante 35 anos numa multinacional, aposentei-me e agora dou assessoria em condomínios além de ser síndico em empreendimento de 152 unidades.Tudo que aprendi, foi, após um curso de direito bem feito, depois da idade avançada e, também estudando muito, mas muito mesmo. Meus estudos simplesmente aconteceram com o uso da internet. Claro fiz cursos de informática o que para mim, não significou bicho de 7 cabeças, (perdoe o termo). Penso que aqueles que não fazem uso das informações contidas na internet, não sabem o tempo que estão perdendo e quem tem a informação tem mais poder. Acho que "quem sabe faz a hora não espera acontecer". Conheço vários cursos on line. Eles ajudam muito, somente acho que os interessados precisam achar formas também para o seu desenvolvimento e não ficar apenas nestes cursos. Abraço do Homero
Prezado Homero,
A sua experiência de gestor, possivelmente, o ajudou a se desembaraçar na função de síndico. Como te falei, tenho 65 anos de idade, atuei na XEROX e IBM como executivo e, participei de muitos cursos on line nestas organizações. E concluí, que os cursos permitem atalhar caminhos, pois seus conteúdos foram concebidos a partir de demandas específicas, o que permite que se vá diretamente ao ponto, no qual definimos como sendo a nossa meta de auto desenvolvimento.

Concordo com você que a Internet é uma rica fonte de crescimento pessoal, porém há muito lixo travestido de verdades. O truque é sabermos separar o joio do trigo. Logo, ir diretamento ao foco, talvez possamos ganhar tempo. Ainda mais em se tratando de gente que "não têm muito tempo".
Grande abraço.
Eu diria que cursos online têm mais vantagens que desvantagens:

Vantagens:

1. Evita deslocamentos;
2. Ganha-se tempo;
3. Aprende-se mais, pois o aluno poderá fazer quantas perguntas desejar. Isto não ocorre no curso presencial, pois o tempo não permite e, torna-se constrangedor tomar o tempo dos outros;
4. Custo baixíssimo em relação aos cursos presenciais;
5. Mais confortável, pois podemos assistí-los confortavelmente em casa;
6. Em qualquer hora/dia e onde estivermos podemos acessar sem problemas;
7. Não há perda de tempo em conversas paralelas;
8. O aluno assiste todo o conteúdo. Nos cursos on line o professor acaba por não desenvolver todos os assuntos devido às perguntas em excesso;
9. Em cursos presenciais o professor sempre começa mais tarde devido aos retardatários;
10. Os intervalos do cursos presenciais também roubam tempo de curso.
11. Os mais preparados não interferem na velocidade de aprendizado dos mais vagarosos.

Desvantagens:

1. Quem não tem muita intimidade com a máquina tem vergonha de se expor (mito);
2. Aquele que acessa por linha discada não pode assistir os vídeos, e se estressa com a baixa velocidade nas troca das páginas;
3. A maioria imagina que se aprende menos;
4. Quem não tem iniciativa para buscar o conhecimento conclui o curso igual como entrou. É mais fácil o professor falar e ele "escutar" do que o aluno se comprometer participando em fóruns, chats, assistindo vídeo e postando comentários sobre ele...
Vanderlei., acho que com certeza  ira  decolar sim., talvez não  com  tanta intensidade., mas na minha opinão que sou (mulher, casada com 2 filhas e uma sindica com ou sem mandato.)., com certeza tenho muito interesse.,abraços.. Isabel

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Postado por Equipe SindicoNet em 10 fevereiro 2012 às 13:39

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